Aqui está um poema que celebra esse tempero indispensável da vida:
O Tempero da Desordem
Não é preciso quebrar o mundo,
Nem atear fogo no que é são.
Basta um desvio, um segundo,
De dizer ao óbvio um sonoro "não".
Um pouco de rebeldia, veja bem,
É o sal que falta no banquete mudo.
Não faz mal nenhum a ninguém
Chacoalhar a poeira de tudo.
É usar a cor que não combina,
É rir alto onde o silêncio impera,
É sair da trilha que o mapa destina
E descobrir que a vida não espera.
Quem só caminha pela linha reta,
Esquece a curva onde a alma dança.
A rebeldia é a chama que desperta,
O brilho eterno da nossa criança.
Seja um verso fora da métrica,
Um passo torto num chão de giz.
Nessa rotina tão geométrica,
Ser um pouco rebelde é ser feliz.
Autor Alex Sandro Alves - O Escritor Dislexo
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