2025: Uma Odisseia de Novos Problemas Psicológicos

2025: Uma Odisseia de Novos Problemas Psicológicos 

Em 2025, numa cidade onde o concreto engolia as flores, vivia Luna, uma jovem de 27 anos que passava os dias em seu quarto cor-de-rosa, cercada por bonecas reborn, chupetas de silicone e potes de “morango do amor” — um doce artificial vendido em lives como “cura emocional”.

Luna não saía mais de casa. Ela dizia que o mundo lá fora era “muito adulto”, muito cruel. Então, ela recriou um universo infantil, onde tudo era controlável, previsível e doce. Suas bonecas reborn tinham nomes, rotinas e até perfis em redes sociais. Ela as alimentava, trocava fraldas e chorava quando “uma delas ficava doente”.

A chupeta era seu calmante. Sempre que sentia ansiedade, colocava uma na boca e se deitava com uma de suas bonecas no colo. O “morango do amor” era seu jantar — um doce que prometia “acolhimento emocional instantâneo”, vendido por influenciadores que misturavam marketing com pseudoterapia.

Um dia, seu irmão mais velho, Theo, entrou em seu quarto e perguntou:

— Luna, por que você vive como se tivesse três anos?

Ela respondeu com os olhos marejados:

— Porque quando eu tinha três anos, ninguém me abraçava. Agora eu posso me dar o que faltou.

🧠 O que esse conto revela?

Esses três fenômenos — bebês reborn, morango do amor e chupetas de adulto — são expressões modernas de regressão emocional, um mecanismo psicológico em que a pessoa retorna a comportamentos infantis como forma de lidar com traumas, ansiedade ou falta de afeto.

🔗 Como estão relacionados aos problemas mentais?

- Bebês Reborn: Representam a tentativa de recriar vínculos afetivos perdidos ou nunca vividos. Muitas pessoas usam essas bonecas para lidar com luto, abandono ou carência emocional profunda.
  
- Chupetas de Adulto: Funcionam como objetos de auto-regulação emocional. A sucção é um reflexo primitivo que acalma bebês — e adultos em sofrimento podem recorrer a isso como substituto de terapia ou acolhimento real.

- Morango do Amor: É um símbolo do consumo emocional. Produtos vendidos como “cura afetiva” exploram a vulnerabilidade de quem busca alívio rápido para dores psíquicas, sem enfrentar suas causas.

⚠️ Por que isso preocupa?

Esses comportamentos não são necessariamente perigosos por si só, mas quando se tornam substitutos de relações humanas, terapia ou enfrentamento emocional, podem indicar:

- Transtornos de ansiedade
- Depressão
- Transtornos de apego
- Dificuldades de amadurecimento emocional

Autor: Alex Sandro Alves para o Blog O Escritor Dislexo 

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