Disclaimer: Este é um conto de ficção, qualquer possível semelhança com acontecimentos, locais e datas são apenas coincidências.
Curitiba, ano de 2042, local um bar com entrada restrita somente para o gênero masculino.
Enzo Emanuel explicava para os colegas de mesa e copo como o mundo mudou radicalmente a partir de 2026, quando ele era apenas um jovem iludido com as ilusões do mundo em que vivia, inocentemente desconhecendo como os próximos anos seriam difíceis para os homens héteros.
Como um viajante e testemunha ocular dos anos que se passaram , viu o seu mundo e o mundo de seus contemporâneos mudar de maneira antes inimaginável...
Então, após dar um gole refrescante em uma dose de Pisco com gelo, após respirar profundamente começou a história:
- Era uma vez, num passado não muito distante entre 2026 e 2027, um intervalo de tempo que ficou conhecido como o Ano Proibido onde tudo mudou pra valer.
Não havia placas ou leis com esse nome, mas a sensação era clara no ar, pesada como uma nuvem de tempestade. Naquele ano, ser homem hétero no Brasil, onde o país de nossos ancestrais virou e ninguém podia negar, uma República Federativa de Esquerda de mãos dadas com o neo comunismo, neo facismo que apoiava o feminismo fanático e já sem propósito.
Ser macho parecia ter virado um crime hediondo sem nome, uma condição que te colocava na mira de tudo e de todos.
Tudo começou de mansinho, com as redes sociais. Aquelas plataformas que antes uniam pessoas, agora pareciam um tribunal sem juiz. Literalmente tudo que um homem dissesse ou escrevesse poderia ser distorcido e usado contra o mesmo como prova confessa do crime: ser homem hétero.
Qualquer homem que falasse em ser protetor, provedor ou procriador – coisas que antes eram vistas como qualidades,assim como se firmar no triple: Deus, Pátria e Família – era imediatamente cancelado, xingado, e taxado de machista e tóxico.
A ideia de que o homem tinha um papel diferente da mulher, ou que gostava de mulheres, virou um alvo. Era como se a própria natureza do homem hétero fosse um erro, algo a ser corrigido ou, pior, eliminado.
As leis, que deveriam proteger a todos os seres humanos independente do gênero raça e cor da pele como citado na Constituição, começaram a pender para um lado só. A Lei Maria da Penha, criada para proteger mulheres da violência doméstica, uma lei justa e necessária, e leis para evitar crimes passionais e feminicidios, começou a ser usada de formas que ninguém imaginava: vingança e vantagens financeiras.
Pequenas discussões,desentendimentos bobos, até mesmo um olhar torto, interromper a fala de uma mulher, dizer que ela estava equivocada sobre qualquer assunto, podiam virar um processo.
Homens eram levados à delegacia, tinham suas vidas viradas do avesso, muitas vezes sem provas concretas, apenas pela palavra de uma mulher. Uma verdade era evidente: Homens já nascem culpados!
A presunção de inocência, um pilar da justiça, parecia ter sumido no ar quando o assunto era homem e mulher.E não parou por aí. Novas leis surgiram, ou as antigas foram reinterpretadas, sempre com o foco em proteger a mulher a qualquer custo...
A misoginia, o ódio às mulheres, virou um crime grave, e com razão. Mas a interpretação era tão ampla que qualquer crítica, qualquer piada, qualquer desabafo de um homem sobre as dificuldades de se relacionar, podia ser enquadrado como crime imperdoável e sem direito a fiança.
Era uma via de mão única: as mulheres eram as vítimas, e os homens, os eternos culpados. Não havia espaço para nuances, para o contexto, para a complexidade das relações humanas.
Surgiram movimentos com o Mgtow, e os bares e lanches privativos para homens e mulheres, e os próximos anos que se sucederam, homens héteros se adaptaram, escolheram morar só, terceirizar romances de uma noite só, fingirem que num eram héteros para viver em paz... Namoros e casamentos ficaram raros, relacionamentos impossíveis.Casamentos desencorajados.
No mercado de trabalho, homens para se protegerem pararam de atender mulheres sem testemunhas, sem câmeras de filmagem, e uma grande lacuna se fez em forma de precipício entre os gêneros. A advocacia cresceu no trabalho de atacar ou defender homens héteros.
Até mesmo na religião cristã, certos versículos da Bíblia foram proibidos por serem considerados machistas e misógenos, pastores, padres e qualquer líder religioso que utilizasse trechos agora proibidos da bíblia foram cancelados, processados juridicamente e até presos. O mundo ocidental não só no Brasil, nunca mais foi o mesmo. Religiões como a islâmica tiveram que ir embora do Brasil.
Enfim, os grandes arquitetos da nova era, o Foro de São Paulo e demais planos elaborados por grupos de pessoas poderosas tiveram sucesso em seus planos idealizados a décadas, diminuir a população e tiram de campo os guerreiros.
Finalmente venceram o amor, a família, a ética,a moral e todos os pilares que manteram o ocidente existindo por eras. Dizer que seguia princípios como: Deus, Família e a Pátria era quase uma sentença de morte.
Fim
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