​O Estranho que se fez Alves: Um Tributo ao Destino e ao Amor de Aparecida

​O Estranho que se fez Alves: Um Tributo ao Destino e ao Amor de Aparecida


​Dizem que as famílias nascem do sangue, mas a minha história prova que elas também podem nascer de um decreto do destino — ou, como prefiro acreditar, do desejo do Eterno Criador.

​Hoje, escrevo com o coração em festa e a memória em retrospectiva. Em meados de 1982, no interior do Paraná, na pacata Lidianópolis, uma estrutura familiar já estava pronta. Marcilio Alves (meu saudoso pai, in memoriam) e Aparecida de Souza Alves já tinham seus três pilares: Maurício, Margarete e Márcio. A casa estava cheia, a vida estava resolvida.

E então, cheguei eu.

​Eu era o pequeno Alex, um verdadeiro estranho que, por força de uma providência que a razão humana mal explica, foi colocado no centro desse lar. Imaginem o desafio: uma família estruturada aceitar um novo membro, mudar a rotina, dividir o pão e o afeto. Não foi fácil. Adaptações foram necessárias, as dificuldades bateram à porta e o caminho, muitas vezes, foi íngreme.

​Mas o amor tem uma teimosia santa. Entre erros e acertos, o "estranho" foi moldado pelo sobrenome. Alex Sandro Alves virou, de fato e de alma, um Alves.

​80 Anos de uma Matriarca

​Este post tem um motivo especial. Minha mãe, Aparecida, completa hoje seus 80 anos. Ela é o símbolo vivo dessa escolha. Em um mundo onde muitos preferem o caminho mais fácil, os Alves escolheram o caminho certo. Eles abriram a porta para quem não tinha para onde ir e, ao fazerem isso, mudaram não apenas o meu destino, mas a dinâmica de toda uma geração.

​"O futuro e o destino eterno, naquela vida que nos aguarda após esta jornada terrena, julgarão o bem que foi feito. Ali, os verdadeiros galardões serão entregues àqueles que tiveram a coragem de amar o desconhecido como se fosse seu."


​Décadas se passaram. O menino cresceu, as lutas mudaram de face, mas a gratidão permanece intacta. Ser filho adotivo nesta família não é sobre uma transação de papéis, é sobre a transfiguração da alma.

​Como forma de honrar essa mulher extraordinária que me deu um chão quando eu não tinha onde pisar, dedico a ela os versos abaixo.

​Poema a Aparecida.

Oitenta Primaveras de Luz
Oitenta anos de história e de vida,
No nome, a bênção: Aparecida.
Um rastro de luz por onde passou,
No sobrenome Souza Alves, o amor que plantou.
Oitenta vezes o mundo girou,
E em cada volta, a senhora brilhou.
Mãe que é porto, que é força e guia,
Transforma o cansaço em pura alegria.
Que esse novo ciclo traga o que é bom,
Pois ter sua vida é o nosso maior dom.
Parabéns, mãe, por ser nosso norte,
Sua trajetória é nossa maior sorte!

Autor: Alex Sandro Alves - Poema a Mãe Aparecida, 21/03/2023



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