O Peso da Divindade e a Libertação Humana: Por que o "Bom" é o que nos Salva
Olá, eu sou Alex Sandro Alves, e hoje quero conversar com vocês sobre uma armadilha que nos paralisa: a busca pelo ótimo.
Diz o ditado que "o bom é inimigo do ótimo". No mundo das ideias e das formas perfeitas, talvez isso seja verdade. Mas precisamos encarar a realidade do plano onde nossos pés tocam o chão. A perfeição, o "ótimo" absoluto, sempre foi um atributo dos Deuses ou de seus filhos semideuses. Eles habitam o plano do imutável, do intocável.
Nós, no entanto, somos humanos.
O Plano da Sobrevivência vs. O Plano da Existência
Nesta dimensão onde vivemos — e muitas vezes apenas sobrevivemos — a busca pela perfeição não é um combustível, mas um freio. Para quem convive com a dislexia ou qualquer outra barreira invisível, a cobrança pelo "impecável" é o caminho mais curto para a estagnação.
- O Ótimo paralisa: Ele nos faz esperar pelas condições ideais que nunca chegam.
- O Bom movimenta: Ele aceita a nossa humanidade, as nossas falhas e o nosso ritmo.
A Espiritualidade do "Fazer"
Existe uma profundidade espiritual em aceitar que fazer o seu melhor é o suficiente. No desenho existencial da vida, não fomos colocados aqui para sermos estátuas de mármore perfeitas, mas sim seres em movimento.
Se o "bom" é inimigo do "ótimo", que sejamos amigos do bom. Pois, no final do dia, o "feito" é a única coisa que realmente existe. O "perfeito" é apenas uma miragem que nos impede de caminhar.
Lembre-se: No plano dos homens, a santidade não está em não errar, mas em ter a coragem de realizar, apesar das imperfeições.
Melhor feito do que perfeito. Sempre.
Autor: Alex Sandro Alves
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