O Despertar no Espelho
Elena, era uma arquiteta de 35 anos que media seu valor pelo número de notificações no celular, e seu reflexo, que ela não encarava de verdade há quase uma década. Elena era o tipo de pessoa que pedia desculpas por ocupar espaço e que acreditava piamente que "descanso" era um sinônimo de "preguiça".
Em uma terça-feira chuvosa, às duas da manhã. O silêncio da madrugada era o único momento em que os prazos do trabalho não gritavam, mas o cansaço acumulado finalmente resolveu cobrar a conta em forma de uma crise de choro silenciosa diante da pia do banheiro.
No apartamento minimalista e impecável de Elena, no centro da cidade. Um lugar com decoração de revista, mas que transmitia o frio de uma sala de espera. Era um ambiente projetado para impressionar visitas, enquanto a dona da casa se sentia uma estranha entre as próprias paredes.
Elena percebeu que havia se tornado uma excelente cuidadora de expectativas alheias e uma péssima gestora da própria vida. Ela precisava rever suas prioridades porque o sucesso externo não estava preenchendo o vazio interno. Ela aprendeu que se amar não era um ato de egoísmo, mas a base necessária para não desmoronar. Ao priorizar seus limites, ela descobriu que o mundo não acabava quando ela dizia "não" para os outros e "sim" para si mesma.
Fim
Post de autoria de: Alex Sandro Alves
Para o blog: O Escritor Dislexo
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