Fala, pessoal! Tudo bem com vocês?
Hoje embora seja Carnaval de 2026, o papo é reto, sem filtro e com aquele nó no peito que muita gente que acompanha o O Escritor Dislexo sente todo santo dia ao bater o cartão.
Sabe aquele sonho que venderam pra gente lá atrás? "Estude, tire boas notas, consiga um diploma e o mundo será seu". Pois é. Para muitos de nós, esse sonho se realizou de um jeito meio torto. A gente se formou, fez pós, encheu a parede de certificados e, no fim das contas, viramos o que eu chamo de escravos com muitos certificados.
A Pirâmide Invertida do Mérito
É frustrante olhar para o lado e perceber que, no Brasil, o seu currículo Lattes muitas vezes vale menos que um churrasco no domingo com as pessoas "certas". A gente passa noites em claro estudando, investe o dinheiro que não tem em especializações, tudo para chegar na empresa (ou no órgão público) e descobrir que o nosso chefe — aquele que ganha três vezes mais e decide o nosso destino — mal sabe abrir uma planilha de Excel sem ajuda.
Não é recalque, é cansaço. É a realidade de uma estrutura onde o "QI" (Quem Indica) ainda atropela qualquer meritocracia.
Trabalhando para o Sistema
A sensação é de que estamos vivendo em uma era de servidão moderna e gourmetizada. Você tem o título de doutor, mestre ou especialista, mas a sua autonomia é zero. Você é pago para pensar, mas é obrigado a executar as ideias rasas de alguém que só está lá porque é filho de fulano ou amigo de beltrano.
A verdade dói: a pirâmide, tanto na iniciativa privada quanto na pública, não foi feita para premiar o mais capaz. Ela foi feita para manter quem já está no topo, cercado de gente técnica (nós) que faz o trabalho duro para eles brilharem.
O Dia em que o Sonho Virou Pesadelo?
A gente acorda e percebe que "o dia em que todos os sonhos de um homem se realizaram" virou uma ironia. O sonho era o diploma? Tá na mão. O sonho era o emprego na área? Tá aí também. Mas o preço foi a nossa liberdade e o reconhecimento justo.
Ganhar pouco sendo superqualificado enquanto obedece a ordens de quem nem entende o que você faz é uma das formas mais silenciosas de adoecimento profissional.
E agora, Alex?
Eu não escrevo isso para a gente desanimar de estudar. O conhecimento ainda é a única coisa que ninguém tira da gente. Mas escrevo para a gente parar de se culpar. Se você se sente estagnado mesmo sendo foda no que faz, entenda: o problema pode não ser o seu esforço, mas um sistema que ainda prefere o privilégio ao talento.
E você? Já sentiu que seu diploma serve mais para decorar a parede do que para abrir portas reais? Já teve que explicar o básico para um chefe que ganha o triplo que você?
Solta o verbo aqui nos comentários. Vamos conversar sobre isso.
Um abraço,
Alex Sandro Alves
O Escritor Dislexo
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