Saudades do que não vivemos

Sabe aquela sensação estranha de sentir falta de algo que, tecnicamente, você nunca teve? É um aperto no peito por uma versão da vida que a gente deixou passar, ou por momentos que estavam bem na nossa frente, mas que a nossa mente estava ocupada demais para registrar.

Hoje eu quero conversar com vocês sobre essa tal "saudade do que não vivemos".

O peso do "quase"

Muitas vezes, a gente olha para trás e percebe que estava presente fisicamente em momentos incríveis, mas o coração estava em outro lugar. Sabe aquele jantar em família onde você não largou o celular? Ou aquela viagem onde a sua maior preocupação era o ângulo da foto e não a brisa no rosto?

A saudade que sentimos agora não é do evento em si, porque nós estávamos lá. É a saudade da conexão que a gente não permitiu que acontecesse. É o arrependimento de não ter dado o valor devido quando o "agora" era apenas o presente, e não uma lembrança.

O que deixamos pelo caminho

Com a correria do dia a dia, é fácil cair na armadilha de achar que sempre haverá uma próxima vez. A gente pensa:
 * "Depois eu ligo para aquele amigo."
 * "No próximo final de semana eu brinco com meus filhos."
 * "Ano que vem eu começo aquele projeto que faz meus olhos brilharem."

O problema é que o tempo não negocia. E essa nostalgia de um passado não vivido nasce justamente aí: no acúmulo de coisas que negligenciamos achando que seriam eternas.

Transformando a nostalgia em presença

Eu não escrevo isso para deixar ninguém triste ou preso ao que passou. Pelo contrário. O Escritor Dislexo é sobre as nossas percepções únicas do mundo, e entender essa dor é o primeiro passo para mudar o jogo.

Se você sente falta de um tempo que não aproveitou como deveria, use esse sentimento como um despertador. Que tal olhar para o que você tem hoje com um pouco mais de "fome"? Valorizar o café quente, a conversa sem pressa, o silêncio da manhã.

A melhor forma de curar a saudade do passado que não vivemos é garantindo que, daqui a cinco anos, a gente não sinta a mesma coisa sobre o dia de hoje.

E você? Já sentiu essa saudade estranha de algo que estava bem na sua mão, mas você não segurou? Comenta aqui embaixo, vamos trocar uma ideia sobre como vocês estão tentando ser mais presentes.

Nos vemos em outro post?

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