O Dia em que Todos os Sonhos de um Homem se Realizaram


O Dia em que Todos os Sonhos de um Homem se Realizaram

Olá, meus queridos leitores do "O Escritor Dislexo"! Como vocês estão? Hoje, trago uma história que me fez pensar muito sobre a linha tênue entre a realidade e aquilo que a nossa mente, ou talvez o universo, pode nos pregar. Preparem-se para uma viagem que começa em uma Curitiba chuvosa e termina em um lugar onde o impossível se torna... bem, possível. Ou quase isso.


O dia em que o mundo de Roberto virou do avesso

Tudo começou numa sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026. Sabe aquele clima de Curitiba? Aquele cinza que parece que vai chover, mas só fica te encarando? Pois é. Roberto estava naquela fase da vida onde tudo parece um "quase". Quase foi promovido, quase casou, quase viajou. O cara era o mestre do quase.


Ele estava andando pelo centro, meio sem rumo, quando passou por uma banquinha de doces artesanais. Comprou uma caixinha, só pra adoçar a amargura do dia. Logo depois, uma guria hippie, cheia de tatuagens coloridas que pareciam se mexer na pele dela, parou ele. Com um sorriso que desarmava qualquer um, ela pediu se ele não pagava um jantar executivo pra ela. Roberto, que normalmente diria não, sentiu algo diferente e aceitou. Comeram, conversaram sobre coisas que ele nem entendia direito, e ele seguiu seu caminho.


A noite caiu e o cansaço bateu forte. O único lugar que ele conseguiu pra dormir foi um quarto de hotel bem fuleiro, daqueles que o banheiro é no corredor e a cama range só de você olhar pra ela. Roberto entrou no quarto escuro, fechou a porta e, num gesto automático, bateu a mão no interruptor.


O Mundo Paralelo dos Sonhos Realizados

Quando a luz acendeu, o mofo sumiu. O cheiro de guardado deu lugar a um perfume caro de sândalo. Roberto se viu num espelho enorme, vestindo um terno que custaria três meses do seu salário antigo. Ele estava numa suíte presidencial, com uma vista de tirar o fôlego da cidade. 


E não era só o luxo. Ao lado dele, na cama que parecia uma nuvem, estava a mulher que ele sempre desenhou nos seus pensamentos mais secretos. Ela acordou, deu um sorriso de quem é amada de verdade e disse: "Bom dia, doutor. O pessoal da empresa já ligou confirmando a homenagem de hoje". 


De repente, Roberto tinha tudo. O respeito que nunca teve, o dinheiro que sempre faltou, o amor que parecia lenda urbana e uma realização pessoal que fazia o peito dele estufar. Ele era o cara. O sonho de uma vida inteira tinha se realizado num estalar de dedos. Ele viveu aquilo intensamente, sentindo cada textura, cada sabor, cada prazer que a vida de sucesso podia oferecer.


Os dias se seguiram, e Roberto viveu intensamente cada momento. Cada desejo, cada aspiração, cada "quase" de sua vida anterior, agora era um "é". Ele viajou, amou, foi amado, construiu, criou. A sensação de plenitude era avassaladora, quase irreal. E, de fato, era.


O Despertar

Mas aí, o mundo deu um solavanco. A luz piscou e, quando estabilizou, o terno tinha virado uma camiseta velha e furada. A suíte luxuosa voltou a ser o quartinho apertado com infiltração no teto. Roberto estava sozinho, com um gosto amargo na boca e uma confusão mental de quem não sabe onde termina a realidade.


Ele olhou pro lado e viu a caixinha de doces aberta. Tinha um resto de um bombom ali que cheirava a terra e algo... diferente. Foi aí que a ficha começou a cair. Aquela guria hippie, o jantar, os doces que ele comprou por impulso. Provavelmente aqueles doces estavam "batizados" com algum tipo de cogumelo potente que ele nunca tinha visto. 


Junta isso com o fato de ser a primeira sexta-feira 13 de 2026 e você tem a receita perfeita pra um episódio de "Além da Imaginação" em plena Curitiba. Roberto não tinha ficado rico, nem tinha encontrado o amor da vida dele. Ele só tinha tido uma viagem psicodélica muito, muito realista.


A Reflexão do Escritor Dislexo

Essa história de Roberto me fez pensar: quantas vezes nossos "quases" nos impedem de ver o "é"? E o que aconteceria se, por um momento, pudéssemos experimentar a realização plena de todos os nossos desejos? Seria uma bênção ou uma maldição, nos mostrando o que perdemos ou nos impulsionando a buscar mais?


Talvez a vida não seja sobre ter todos os sonhos realizados de uma vez, mas sobre a jornada de tentar realizá-los, um por um, com os pés no chão e a mente aberta para as surpresas que, às vezes, vêm em forma de doces adulterados em uma sexta-feira 13. E vocês, o que acham? Já tiveram um "dia em que todos os sonhos se realizaram", mesmo que por um breve momento? Compartilhem suas histórias nos comentários!

Até a próxima, e continuem sonhando (com moderação, e cuidado com os doces desconhecidos!).

Com carinho,
O Escritor Dislexo

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