Quer ser feliz, pareça menos inteligente do que é!



E aí, pessoal do Blog O Escritor Dislexo. Tudo bem com vocês?

​Hoje eu decidi tocar em uma ferida que arde em silêncio no peito de muita gente que passa horas com a cara nos livros ou tentando entender a complexidade do mundo. Sabe aquela sensação de que, quanto mais você descobre, quanto mais você se especializa e abre sua mente, parece que a vida fica... mais pesada?

​Pois é. Vamos conversar sobre a "maldição" de saber demais e por que, às vezes, fingir que a gente é um pouco mais bobo parece ser a única saída para não enlouquecer.

​O pedestal da ignorância

​Já reparou como a sociedade parece abraçar com carinho quem não sabe de nada? Existe uma espécie de "prêmio" para a simplicidade extrema, que muitas vezes beira a burrice mesmo. O cara que fala alto, que não tem dúvida de nada e que simplifica problemas complexos com soluções rasas costuma ser o mais popular do churrasco.

​Enquanto isso, quem estuda, quem analisa as variáveis e quem busca profundidade acaba sendo visto como o "chato", o "complicado" ou até o "metido". A verdade é que a inteligência causa um certo desconforto social. Ela obriga as pessoas ao redor a pensarem, e pensar dá um trabalho danado.

​O fenômeno do "chefe sem noção"

​Isso fica escancarado quando olhamos para o mercado de trabalho, especialmente aqui no Brasil e em outros lugares onde o "quem indica" vale mais do que o currículo.

​É frustrante, eu sei. Você se mata de estudar, faz especialização, aprende três idiomas e, no fim das contas, seu chefe é alguém que não teria QI nem para montar um móvel de prateleira sozinho. Mas ele conhece as pessoas certas. Ele tem o "gingado" social que a gente, que se perdeu nos livros, muitas vezes não cultivou.

​O resultado? Criamos uma legião de escravos bem instruídos. Pessoas brilhantes que carregam o piano para que alguém que mal sabe a diferença entre "mais" e "mas" leve o crédito e o bônus no fim do mês. E aí a infelicidade bate forte. Você olha para o lado e percebe que o idiota está rindo, dormindo bem e ganhando mais, enquanto você está no terceiro café e com uma crise de ansiedade.

​O dilema milenar: a ignorância é uma bênção?

​Não é de hoje que dizem que a ignorância é um estado de felicidade plena. O idiota não se preocupa com o colapso da economia, com a ética das inteligências artificiais ou com as nuances da geopolítica. Para ele, se o time dele ganhou e a cerveja está gelada, o universo está em equilíbrio.

​Já o intelectual sente o peso de cada engrenagem quebrada do mundo. A gente sente a falta de aceitação porque não falamos a "língua do raso".

​O que fazer com isso?

​Talvez a estratégia não seja emburrecer de verdade (até porque isso é impossível depois que a mente se expande), mas aprender a parecer menos inteligente. É quase um mecanismo de defesa.

  1. Diminuir a frequência: Às vezes, o silêncio vale mais do que uma explicação brilhante que ninguém pediu.
  2. Focar no prático: Guarde seu intelecto para quem merece e, no dia a dia, aprenda a flutuar na superfície.
  3. Aceitar o jogo: Entender que o mundo é movido por conexões e ego, não apenas por mérito técnico.

Ser mais inteligente e detentor de títulos acadêmicis mais te atrapalha do que ajuda nas relações sociais? Me conta aqui nos comentários se você já teve que "fingir demência" para ser aceito em algum lugar.

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Até breve!

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