E aí, pessoal. Tudo bem por aqui?
Senta aí, porque hoje o assunto é daqueles que faz a gente olhar para a estante de livros de um jeito diferente.
Sabe aquela frase clássica que a gente ouve desde a escola? "A história é escrita pelos vencedores". Pois é. A gente cresce aceitando isso como uma verdade absoluta, quase como uma lei da natureza.
Se um lado ganhou a guerra, o nome dele vai para o busto na praça e o capítulo no livro didático. O que ele fez vira heroísmo; o que o outro fez vira vilania ou, pior, vira silêncio.
Mas eu andei pensando muito sobre o que eu chamo de "A Antologia dos Perdedores".
Onde vai parar a verdade?
A real é que a verdade costuma ser a primeira vítima de qualquer conflito.
Quando a poeira baixa, quem sobreviveu e ficou com o poder tem a caneta na mão. E a caneta é uma arma poderosa: ela apaga erros, justifica crueldades e cria narrativas que servem apenas aos interesses de quem está no topo.
Nesse cenário, a verdade não importa se ela for inconveniente. Se um fato não ajuda a validar a vitória, ele é simplesmente descartado, como se nunca tivesse existido.
E se as vozes mudassem de lado?
Agora, para um pouquinho e imagina comigo: e se a gente desse o microfone para quem perdeu? Se os derrotados, os esquecidos e os silenciados tivessem a chance de contar a versão deles?
A história não seria mais aquela linha reta e perfeita de "o bem venceu o mal". Ela seria cheia de nós, de nuances, de dores que ninguém quis ouvir. Talvez os heróis não fossem tão limpos assim, e os vilões tivessem motivos que a gente nunca parou para considerar.
Mudar o ponto de vista não é só sobre "mudar o lado"; é sobre humanizar o que foi desumanizado pela narrativa oficial. É entender que, por trás de toda grande conquista, existe um rastro de histórias que foram enterradas vivas.
Por que isso importa para nós?
Para quem escreve — e especialmente para quem vê o mundo de um jeito um pouco fora do padrão, como a gente aqui no blog — olhar para as margens é essencial. A literatura e a escrita são, talvez, os únicos lugares onde a gente pode criar essa "Antologia dos Perdedores" e dar dignidade para quem a história oficial decidiu apagar.
Questionar o que nos contam como "verdade única" é o primeiro passo para ter um pensamento realmente livre.
Mas e você? Já parou para pensar em qual história você comprou como verdade sem questionar? Se você pudesse ouvir o "outro lado" de algum grande evento, qual seria?
Fim
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