"Mentiras são como criar tigres, pode dar ruim!" A frase parece engraçada, mas a comparação faz todo sentido. Criar uma mentira é exatamente como alimentar um filhote de tigre no seu quarto: no começo parece inofensivo, te salva de um problema na hora, mas o bicho cresce. E, quando ele cresce, fica impossível de controlar.
É verdade que mentir tem lá suas "vantagens" imediatas. A gente mente para fugir de um bronca, para não parecer chato ou simplesmente para agradar alguém. Afinal, sejamos sinceros: ninguém aguenta ouvir a verdade 100% do tempo. Se você falar para o seu amigo que o corte de cabelo novo dele ficou péssimo, ou se disser para a sua mãe que a comida não estava boa, você vai arrumar uma confusão desnecessária. Nessas horas, a "mentirinha do bem" parece um escudo perfeito para evitar mágoas e sair de fininho.
O problema é que nenhuma mentira vem com garantia de validade eterna.
Mesmo aquela invenção boba, dita só para não machucar os sentimentos de alguém, uma hora perde a força. A verdade é meio teimosa: ela sempre encontra uma brecha para aparecer. Pode ser porque você se confundiu na história, porque alguém descobriu a real ou simplesmente porque o peso de esconder aquilo começou a te sufocar.
E quando a verdade finalmente aparece — porque ela vai aparecer —, o estrago é duplo:
- Para quem ouviu: A pessoa não se sente mal apenas pelo fato que foi escondido, mas principalmente por ter sido enganada. A confiança que levou meses ou anos para ser construída quebra em um segundo.
- Para quem contou: Você passa a viver pisando em ovos, pisando em falso, com medo de ser pego. A ansiedade de manter a história de pé gasta mais energia do que assumir a verdade logo de cara.
Aquela mentirinha que parecia um gato manso para te proteger no presente se transforma em um tigre enorme e faminto no futuro. Dizer a verdade pode doer na hora e exigir coragem, mas pelo menos não deixa nenhum tigre solto na sua vida esperando o momento certo para te morder ou até ser seu predador.
Fim
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